
O consumidor desse privilegiado segmento tende a adorar marcas, pelas quais se dispõe a pagar preços premium, em troca dos valores nelas percebidos, como satisfação, aumento da auto-estima, além do status sócio-econômico, real ou aspirado.
Um estudo apresentado pelo Boston Consulting Group, em 2003, aponta que a valorização pessoal do dia-a-dia e a necessidade de quebra na rotina estão entre os principais fatores que levam as pessoas à compra de artigos de luxo.
Ferreirinha, consultor de marcas de luxo afirma que o número não é tecnicamente comprovado, mas estima-se que existem cerca de 550 mil clientes ativos no segmento de bens de luxo.
O consumidor freqüente de bens de luxo tem uma renda mensal de aproximadamente R$ 25 mil e, a cidade de São Paulo representa 75% do mercado de luxo no país.
Segundo o Diário do Comércio (2007) - periódico da Associação Comercial de São Paulo - o número de milionários no Brasil em 2005 aumentou em 11,3%, comparado a 2004.Ainda,segundo dados do 10º Relatório sobre a Riqueza Global, o número de investidores que têm mais de US$ 1 milhão passou de 98 mil para 109 mil no período.
O consumidor de bens de luxo apresenta padrões de comportamento bastante curiosos. Entre o grupo das mulheres solteiras, executivas entre 25 e 35 anos, moram com os pais e usam seu salário para efetuar a compra de produtos: sociais, lazer e viagens. Estas compras estão ligadas ao consumo de objetos que reforcem sua posição profissional - óculos, pastas, perfumes.
Entre o grupo dos homens solteiros, entre 29 e 39 anos, moram com os pais e consomem roupas, entretenimento e boa comida em restaurantes caros. Já na categoria dos divorciados sem filhos, homens e mulheres de 35 a 49 anos cujos hábitos de consumo variam entre jóias e sapatos (mulheres) a relógios, produtos de cozinha e eletrônicos (homens). No grupo que compõe casais que trabalham com filhos adultos, entre 45 e 65 anos temos, então, uma outra classe: indivíduos com estabilidade na carreira que gastam em viagens, produtos eletrônicos, carros e na casa.
O mercado brasileiro de produtos de luxo deve crescer 6% neste ano, o que representará um faturamento de 4,1 bilhões de dólares. Imune a crises, as 170 empresas que atuam no segmento planejam expandir os negócios por meio de lojas próprias e fortalecer sua imagem.
Fonte : Administradores.com/ Portal EXAME
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