
"Aceita uma água Perrier, senhor? Gostaria de analisar nosso menu de travesseiros e chinelos? Que tipo de música ambiente o senhor prefere ouvir? Quer que eu traga o seu 'Herald Tribune'?"
Segundo hospitais e especialistas consultados pelo G1, adotar práticas de atendimento dignas de hotéis cinco e seis estrelas é estratégia utilizada pelos grandes grupos do segmento hospitalar para conquistar paciente, família e médicos da classe A.
Para ter acesso a esses serviços, não basta ter plano de saúde: todos os serviços são pagos de maneira particular. As institituições não revelam os preços dos serviços, que são definidos de acordo com o que o paciente precisar (em termos médicos) e solicitar (em conforto).
Instituições como o Nove de Julho, Copa D’Or, Sírio Libanês e Paulistano investem em "mimos" reservados para os pacientes considerados vips. Os agrados incluem enxoval sofisticado, quarto automatizado, quadros de pintores renomados, manicure e mais todo tipo de serviço que o internado pedir ao mordomo ou à governanta. Desde que, claro, o “capricho” solicitado não interfira no tratamento clínico.
Hospital Nove de Julho, em São Paulo, que no fim do ano passado investiu R$ 5 milhões na construção de uma ala VIP com oito apartamentos e três suítes que, além da equipe médica do hospital, conta com os cuidados exclusivos de um mordomo e uma conciérge.
O diferencial do mercado do luxo é trabalhar de acordo com a demanda do cliente, a gente não o trata como massa.Fonte : Do G1, em São Paulo